GT Antirracista do MCD planeja ações de combate ao racismo institucional na Cultura de Doação



Com informações do GT Antirracista do MCD



Criado em 2020 para aprofundar conversas sobre a promoção da equidade racial e o combate ao racismo na Filantropia, o Grupo de Trabalho Antirracista do Movimento por uma Cultura de Doação (GTAR/MCD) realizou um levantamento com os integrantes do MCD, a fim de saber o quanto conhecem e estão interessados no tema do racismo para traçar estratégias de ação. Entre os dias 12 e 19 de agosto, período em que o questionário foi aplicado, 127 pessoas responderam, o que representa 51,6% do grupo atual do Movimento.


A pesquisa, ao mesmo tempo em que mostrou o interesse da maioria em debates sobre racismo e formas de combatê-lo, evidenciou ainda a necessidade de se aprofundar temas relacionados, como racismo estrutural, pacto narcísico da branquitude, vieses inconscientes e colorismo.


“O MCD é um grupo majoritariamente branco, mas mostrou uma expressiva compreensão deste tema ser tratado de forma estruturante e já apontou muitas dúvidas conceituais e interesse em novas etapas de capacitação e aprimoramento. Estamos felizes com isso e vamos criar ações com parceiros especialistas no tema”, explicou Mariana Brunini, coordenadora executiva do Movimento.


Outro ponto importante abordado na pesquisa diz respeito à liderança negra: perguntados se sua organização foi fundada ou é liderada por pessoas negras, apenas 4,6% responderam que sim. Com os resultados coletados, o grupo de trabalho se dedicará a buscar formas para contribuir para a redução do abismo entre intenção e ação de combate ao racismo na filantropia.


Os resultados do levantamento do GTAR foram compartilhados com o grupo no encontro “Como a sua prática de doação pode estar promovendo o racismo”, realizado pelo MCD durante a programação do mês da filantropia negra (ou, em seu nome original, Black Philanthropy Month, celebrado em agosto). O debate teve participação de Aline Odara, idealizadora do primeiro Fundo Filantrópico de Mulheres Negras do Brasil, e Gelson Henrique, Coordenador Executivo da Iniciativa PIPA; com mediação comentada de Mariana Brunini, coordenadora-executiva do MCD.



 

Este conteúdo contempla as diretrizes 1, 4 e 5 do Movimento

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