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O que você quer ser quando crescer? Doador(a)!

Por Vanessa Prata, cofundadora e codiretora-executiva da ponteAponte, também é integrante do Movimento por uma Cultura de Doação.


No momento em que estava aqui “lutando” contra a tela em branco em busca de inspiração para este texto, vi no grupo do MCD o convite da Carolina Farias para o evento Como falar sobre doação em escolas e universidades?, que visa impulsionar a cultura de doação, gentileza e generosidade entre crianças e adolescentes. Menos de 2 horas antes, havia visto o convite do Joao Paulo Vergueiro no grupo da WINGS LAC para o webinário Generosidade Juvenil: A revolução do GivingTuesday Spark, que abordará como os jovens estão liderando a mudança e criando um impacto positivo em suas comunidades.


Acredito que o universo conspirou para que eu escolhesse esse tema (obrigada, Carol e JP!), mas como os eventos são somente dia 26/3 e tenho que entregar este texto no dia 19/3, não vai dar para “colar”. Bora falar da minha experiência pessoal então! 


Apesar de nunca ter tido uma educação para a cultura de doação (se é que alguém teve ou tem no Brasil), cresci rodeada de pessoas generosas. Minha avó sempre doava o dízimo, mesmo com a família contra, pois não seguíamos a mesma religião. Minha mãe é a pessoa que sempre doa quando alguma organização liga pedindo ajuda, além de ser voluntária há mais de 20 anos num centro de assistência social. Uma prima também é voluntária num lar de idosos, outra faz anualmente sacolinhas para o Dia das Crianças e no Natal. Outro primo, músico e ativista, já foi premiado pela ação #JUNTOS em prol da doação de órgãos. Mesmo assim, nunca conversamos sobre o doar e a importância de promover uma cultura de doação em nossas reuniões familiares (no máximo sobre doação de órgãos e no núcleo familiar mais próximo). Confesso até que só descobri hoje que esse primo havia recebido um prêmio pela ação #JUNTOS, ao pesquisar o vídeo novamente!


Na escola ou na faculdade, em nenhum momento houve qualquer ação que se aproximasse da temática, nem mesmo trote solidário, campanhas de arrecadação ou qualquer outra ação voluntária. No entanto, educar para uma cultura de doação e para a generosidade é essencial para formarmos cidadãos cada vez mais conscientes de seu papel na sociedade e sensibilizados para a causa da doação. Afinal, se não “aprendemos” a doar nem em casa, nem na escola, podemos até doar esporadicamente, mas dificilmente a doação se tornará um hábito. Me lembrei de um post recente do Rodrigo Pipponzi , em que conta que seu filho de 6 anos sugeriu doar um livro que ele havia ganhado e que não gostou, em vez de pedir para trocar ou jogar em algum canto. Se as crianças não convivem com a cultura de doação, dificilmente vão ter a ideia de doar. 


Assim como já há crianças e jovens sonhando em ser ativistas, resposta impensável alguns anos atrás para a clássica pergunta “O que você quer ser quando crescer?”, quem sabe ao promovermos uma cultura de doação e generosidade nas escolas em breve possamos escutar “Quero ser doador(a)!”.



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