top of page

Doar hoje para descobrir amanhã: o papel da filantropia na ciência

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Crédito imagem: Foto de Vitaly Gariev na Unsplash


Por Andrea Martini Pineda, pesquisadora de pós-doutorado no grupo GEMA Filantropia, vinculado ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), editora do Boletim da ISTR para América Latina e Caribe, representante da Alliance Magazine no Brasil e integrante do Movimento por uma Cultura de Doação


E se pesquisadores pudessem se dedicar plenamente aos seus experimentos, sem a constante preocupação com financiamento? E se houvesse recursos suficientes para cobrir custos como taxas de patentes no Brasil e no exterior? E se a carreira acadêmica fosse mais atrativa para jovens talentos? Em muitos países, isso é possível graças à combinação de investimento público estável com fontes externas de financiamento, que permitem mais liberdade para inovar, testar ideias e assumir riscos: elementos essenciais para o avanço da ciência. No entanto, embora fundamentais, os recursos públicos e suas regras [necessárias] de controle acabam limitando parte dessa flexibilidade. É nesse contexto que a filantropia pode fazer a diferença.


O financiamento filantrópico pode vir de diferentes fontes: grandes fundações, como o Instituto Serrapilheira, a Fundação José Luiz Setúbal e a Ciência Pioneira, mas também de doações individuais, como contribuições de ex-alunos para universidades, fundos de bolsas e programas de endowment. As possibilidades são diversas, mas ainda pouco exploradas no Brasil. Ampliar essa cultura de doação é um passo importante para fortalecer o ecossistema científico no país.


Pesquisas mostram que os brasileiros tendem a doar em momentos de emergência (IDIS e Pensi Social), mas essas contribuições costumam ser pontuais. Investir em ciência exige uma visão de longo prazo: é apoiar pesquisas que previnem desastres naturais, desenvolvem soluções para a segurança alimentar e fortalecem áreas como saúde, educação e ciências sociais. Também significa garantir que universidades públicas tenham condições de formar e reter profissionais qualificados, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do país.


A filantropia pode atuar como um complemento estratégico para ampliar e fortalecer iniciativas científicas já consolidadas no Brasil. Instituições como o CNPEM, com o projeto Sirius; o Instituto Butantan, referência em vacinas; as universidades públicas em todo o país; e museus universitários (como o Museu Paulista e o Museu Câmara Cascudo da UFRN) que aproximam a ciência da sociedade são exemplos desse potencial. Ao apoiar essas iniciativas, a filantropia (individual, familiar ou empresarial) ajuda a expandir resultados, impulsionar inovação e tornar a ciência mais acessível e relevante para a população. O Brasil de hoje e das próximas gerações só agradece!

Comentários


horizontal-shot-of-pretty-woman-with-pleasant-smile-on-face-enjoys-online-communication-on
horizontal-shot-of-pretty-woman-with-pleasant-smile-on-face-enjoys-online-communication-on

Cadastre seu e-mail

E acompanhe as novidades sobre cultura de doação.

Produzido pela equipe do Movimento por uma Cultura de Doação 2024

bottom of page