Comunicação regenerativa para mobilizar recursos e transformar vidas
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Por Élida Ramirez, jornalista, especialista em Processos Criativos em Palavra e Imagem pela PUC Minas, mestre em cinema documentário pela Universidad del Cine (AR), diretora na Pomar Comunicação e Causas, colunista da Rádio Inconfidência, repórter no Diário do Comércio, coordenadora do Movimento Minas 2032 - Pela Transformação Global e integrante do Movimento por uma Cultura de Doação.
No fortalecimento da cultura de doação no Brasil, comunicar não é apenas divulgar — é articular sentidos, engajar pessoas e sustentar a mobilização de recursos no longo prazo.
Por isso, quando falamos em fortalecer o campo do Movimento por uma Cultura de Doação, é preciso reconhecer: comunicação é estratégia.
Mais do que dar visibilidade, a comunicação de causas é o que conecta propósito à ação concreta. É o que transforma boas iniciativas em movimentos vivos, capazes de mobilizar recursos, pessoas e confiança. Sai do coração, ganha forma com estratégia e se consolida com técnica e constância.
Tenho defendido uma abordagem que considero essencial para esse tempo: uma comunicação integrada, propositiva e regenerativa.
E isso muda tudo.
O fato é que não existe cultura de doação sem confiança. E confiança se constrói com coerência.
A comunicação integrada é alinhar o posicionamento de forma criativa e verdadeira, estar em todos os canais possíveis e adequados a cada situação e, sobretudo, alinhar ações pelo bem comum para que ninguém fique para trás:
Organizações, empresas e governos que comunicam bem são aquelas que vivem o que dizem. Quando há consistência, a comunicação deixa de ser apenas informativa e passa a sermobilizadora.
Entendo a comunicação propositiva como o movimento da escassez à solução. Durante muito tempo, o campo social se comunicou a partir da falta.
Mas quem mobiliza recursos de forma sustentável abre caminhos e ampliam ações rumo às soluções.
Nesta jornada, algo incrível pode acontecer: a comunicação ocupar lugar de operadora de vínculos que permanecem, funcionando como regeneradora.
Defendo que o storytelling não “usa” histórias — ele cuida das relações que tornam essas histórias possíveis, para além de documentar e comunicar.
Estou segura que nada se faz sem propósito, recursos, estratégia e relacionamento.
Se queremos ampliar a cultura de doação no Brasil, precisamos entender que comunicação é um dos principais pilares. Mais do que campanhas pontuais, o desafio está em construir jornadas de engajamento contínuas.






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